quinta-feira, 15 de abril de 2010

Gayatri Mantra - explicações gerais



O Gayatri mantra é, junto com o OM, o mantra mais conhecido e cantado na Índia.Ele representa a essência do conhecimento védico e foi percebido e depois ensinado pelo sábio Vishwamitra.Certo dia, o rei Viswamitra estava caçando nas florestas do Himalaia e chegou nas proximidades do eremitério do sábio Vasishtha. As tropas do rei estavam cansadas e famintas.Vasishtha saldou o rei e pediu a Kamadhenu, sua vaca que podia conceder todos os desejos, que provesse alimento para o rei e suas tropas.Vishwamitra ficou impressionado com a vaca mágica e pensou que essa vaca poderia das conta de todas as necessidades dele, de suas tropas e de seu reino.Se aproximando de Vasishtha ele pediu a vaca como presente mas o sábio respondeu negativamente, dizendo que somente aqueles que eram realizados na verdade de Brahman poderiam ter a vaca.Vishwamitra ficou muito ofendido e se enfureceu, ordenando que suas tropas tomassem a vaca a força.Vasishtha então ordenou à vaca que produzisse milhares de guerreiros celestiais, que deram uma lição nas tropas de Vishwamitra, as espantando do eremitério.Percebendo o que ocorreu, Vishwamitra realizou que toda a sua opulência, armas e exércitos não valia de nada perto da realização yogue de um Brahmarishi (título concedido aos mais altos sábios realizados em Brahman, como Vasishtha). Vishwamitra resolveu ele próprio se tornar um Brahmarishi, abandonando seu reino e adentrando as florestas do Himalaia para praticar meditação profunda em Brahman.Por muitos anos ele praticou exercícios espirituais e meditação, conseguindo grande poderes yogues.Vendo o avanço de Vishwamitra, Indra, o deus celestial, se assustou e temeu que Vishwamitra pudesse o suceder no comando dos céus. Assim, enviou uma bela ninfa para distrair a meditação de Vishwamitra.O rei se viu vítima da paixão e se enamorou da ninfa, que engravidou e deu a luz a uma linda menina. Quando se deu conta de que a luxúria havia consumido todos os anos de esforço e meditação, Vishwamitra renunciou sua esposa e filha e mais uma vez entrou em meditação profunda.Desta feita, Vishwamitra conseguiu poderes ainda maiores e Indra, mais uma vez mandou uma ninfa, que tentou atrapalhar a meditação de Vishwamitra. Tendo sucesso em sua empreitada a ninfa se aproximou do rei, que por sua vez se lembrou da experiência passada e ficou cheio de raiva contra a ninfa por ela ter quebrado sua meditação profunda.Vishwamitra, então, transformou a ninfa numa pedra.Foi só então que Vishwamitra percebeu que a raiva e ira haviam consumido todos os anos de sua intensa prática espiritual.Mas com perseverança inquebrantável, Vishwamitra subiu mais alto no Himalaia e entrou mais uma vez em meditação profunda.Durante esse período, um outro rei se aproximou do sábio Vasishtha e pediu a ele para realizar um grande sacrifício do fogo para que o ajudasse a atingir o paraíso com seu corpo carnal e com sua consciência atual, o que Vasishtha recusou prontamente.Ofendido e revoltado o rei, chamado Trishunku, se aproximou de Vishwamitra.Vishwamitra viu nesse encontro uma oportunidade de ser vingar de Vasishtha, mostrando seus poderes yogues.Feito o sacrifício do fogo, Vishwamitra mandou o rei ao plano de Indra, com corpo e consciência terrena.Sabendo ser impossível manter o rei no plano de Indra com o corpo e consciência terrena, Vishwamitra o trouxe de volta, mas enquanto descia das alturas celestiais o rei Trishnku chorou e orou para que Vishwamitra o salvasse.Vishwamitra concedeu a salvação ao rei, criando um sistema estelar apenas para o rei. Ou seja, o seu poder era tão grande que ele criou umcéu/paraíso apenas para o rei.Mas ao fazer isso, Vishwamitra percebeu que todo o esforço de sua meditação e exercícios espirituais intensos foram em vão.Mais uma vez ele se viu decepcionado e vez o voto de não sair mais de sua meditação profunda.Quando Vishwamitra se deu por satisfeito com sua prática, Brahma em pessoa apareceu ante ele e disse que estava muito satisfeito com a intensidade da prática de Vishwamitra, concedendo-lhe o título de Maharishi (Grande Sábio). Entretanto, Brahma lhe avisou que para se tornar um Brahmarishi ele deveria ser abençoado pelo Sábio Vasishtha. Ao dizer isso, Brahma desapareceu.Mesmo atingido o estado de Maharishi, Vishwamitra se frustrou ao pensar que depois de tudo ainda teria que recorrer ao sábio Vasishtha para ser abençoado. Com ciúme da posição de Vasishtha ele pensou que se o matasse ele não precisaria das bênçãos para se tornar um brahmarishi.Espreitando a casa de Vasishtha ele pegou uma grande pedra para atirar na cabeça de Vasishtha.Mas quando estava próximo ele escutou a esposa de Vasishtha, Arundhati, dizendo que já que Vishwamitra havia se tornado um grande homem, ele deveria abençoá-lo e assim elevá-lo ao estado de Brahmarishi. Vasishtha concordou e disse que assim que Vishwamitra o procurasse ele concederia sua benção.Ao ouvir isso, Vishwamitra se sentiu profundamente envergonhado, lançou a pedra longe e correu para se curvar diante do grande sábio.Assim, Vasishtha disse a Vishwamitra: "Você mostrou ao mundo que o espírito humano é invencível e não aceita derrota. Você conquistou a luxúria, os desejos, o apego e arrogância, um por um, através de suas intensas práticas espirituais e meditação. A última barreira era o ciúme. Agora você o conquistou também. Salve Brahmarishi Vishwamitra! "Assim que Vasishtha tocou o ponto entre as sobrancelhas de Vishwamitra, seu chakra frontal se expandiu e ele viu os sete ritmos pelos quais o Cosmo foi criado.Nesse exato momento, o Gayatri Mantra junto com os sete Vyahritis (lit. ritmos, mas são os sete planos de manifestação consciencial) foi revelado a ele.Vishwamitra tem como tradução possível "amigo (mitra) do Universo (vishwa)".Gayatri é um dos aspectos da deusa Saraswati, esposa de Brahma e que representa o seu poder criativo ou shakti. Saraswati é mitologicamente representada como a protetora e inspiradora das artes, música, literatura e ciência. No entanto, esotericamente ela representa o potencial de expressão da mente humana.A palavra Gayatri é composta de duas palavras:Gaya= Florescer, abundar, energizar (vitalizar), energia vital.Trâyate =o que protege; o que concede a liberação. Vamos estudar esse mantra, que junto com o OM é o mais importante das tradições hinduístas.
Saraswati
A estrutura do mantra é de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas.Cada sílaba estimula os impulsos de criação dentro do Ser.Assim, por mais que numa análise superficial o entendimento do mantra fique de certa forma bem claro, é importante dizer que a tradução pura e simples do mantra abrange apenas a superfície de sua real significância.Que fique bem claro que o mantra não se trata apenas de uma oração ou um pedido solene.Essa métrica de 3 linhas com 8 sílabas em cada uma, fazendo um total de 24 sílabas, é específica do Gayatri e por isso outros mantras que contém essa estrutura são chamados de gayatri também. Temos o gayatri do Ganesha, ou da Lakshmi, por exemplo.


O mantra aparece no Rig Veda da seguinte maneira:


TAT SAVITUR VARENYAMBHARGO DEVASYA DHEEMAHDHIYO YO NAHA PRACHODAYAT


Notem que não há a adição dos Vyahritis (Bhuh, Bhuvah, Swaha[svah]) , pois a métrica do Gayatri deve respeitar as 24 sílabas no total.Mais adiante falaremos sobre os Vyahritis.Voltemos à métrica do Gayatri:Como já foi dito, cada sílaba gera impulsos de criação em todo o Ser.


Vamos as 24 sílabas e seu significado esotérico:


1)Tat: Sabedoria Profunda (Brahma Jñana)


2)Sa: Bom uso da energia


3)Vi: Bom uso da riqueza


4)Tu: Coragem durante períodos ruins / acidentes


5)Va:A grandiosidade do convívio amigável com as mulheres


6)Re:A grandiosidade da esposa, que concede toda a fortuna à família


7)Nyam: Adoração e respeito à Natureza


8)Bhar: Controle Mental constante e firme


9)Go: Cooperação e Paciência


10)De: Todos os sentidos sob controle


11)Va: Vida Pura


12)Sya: Unidade do homem com Deus


13)Dhee: Sucesso em todas as esferas


14)Ma: Justiça Divina e Disciplina


15)Hi: Conhecimento


16)Dhi: Vida e morte


17)Yo: Seguir o caminho da retidão


18)Yo: Manutenção da Vida


19)Nah: Cautela e Segurança


20)Pra: Conhecimento das coisas que estão por vir e Doação para o bem


21)Cho: Leitura das escrituras sagradas e Associação com os sábios


22)Da: Auto Realização e Bem Aventurança


23)Ya: Boa Progênie


24)At: Disciplinas da vida e cooperação


Assim, volto a afirmar que o mantra não é uma simples oração ou ode a uma deidade específica, mas sim todo um conjunto de conhecimentos profundos e sutis.Não é a toa que o gayatri mantra é considerado a essência dos vedas.Mas para não ser muito analítico e para dar uma utilidade mais prática ao mantra, vou me ater a explicar o mantra em suas três linhas com oito sílabas cada. Mas nem por isso o estudo será superficial, como poderão comprovar.


De maneira geral, o Gayatri Mantra é cantado ou pensado da seguinte maneira:


OMBHUR BHUVAH SVAHTAT SAVITUR VARENYAMBHARGO DEVASYA DHEEMAHDHIYO YO NAHA PRACHODAYAT


Vamos a uma tradução aproximada:


OM: de forma simplista podemos dizer que ele é o som primordial, a fonte de toda a criação. Um dos outros nomes pelo qual é conhecido é PRANAVA ou "substrato da vida, princípio vital". O OM é a base de onde toda a criação tem existência. Ele é o substrato de todo o Conhecimento, é o "pano de fundo" onde o potencial criativo se manifesta.Não podemos aprofundar o assunto aqui, mas o OM é produto da Shakti, ou Poder Criativo da Consciência [Brahman].Somente a explicação desse mantra daria um livro, mas para o nosso estudo a definição acima basta.


BHUR BHUVAH SVAH: são 3 das 7 Vyahritis (lit. "palavras, dizeres") percebidas pelo sábio Vishwamitra. Representam 3 dos 7 planos de manifestação da Consciência.As vyahritis mais o OM são usadas como uma introdução ao mantra.BHUR é tradicionalmente associada ao plano físico. Esotericamente é a "espiritosfera" (neologia usada para descrever a amplitude da "atmosfera espiritual" pertinente ao planeta, corpo celeste ou parte/ambiente sideral) do planeta Terra.BHUVAH é lit. "atmosfera". Esotericamente é a espiritosfera imediatamente superior à nossa. Segundo a tradição seria o espaço entre o Sol e a Terra e entre a Terra e os outros planetas. Para o pensamento hindu, todos os planetas são habitados e ao mesmo tempo são consciências distintas, sendo Júpiter o mais avançado (espiritualmente) de todos (em nosso sistema solar).Lê-se "buvarrá". Em alguns casos, onde o `h' final não é pronunciado, é "buvá".SVAH: é o Paraíso, o plano mais alto em nosso sistema. Esotericamente é associado ao Sol, que segundo os sábios é o "limite da onisciência" (Ishwara) de nosso sistema. É ele o portador de todos os referenciais de conhecimento que possuímos. Para um aprofundamento recomendo ler com atenção o Yoga Sutras de Patanjali. Infelizmente não poderemos aprofundar esse tema aqui, pois ele é extenso e tem correlação com a manifestação consciencial desde Brahman até o mundo físico.Lê-se "suvarrá". Em alguns casos pode ser lido como "isvárra".As vyahrits são interpretadas de várias maneiras, dependendo do ponto de vista filosófico.Elas também podem ser interpretadas da seguinte maneira:Bhur: Rig VedaBhuva: Sama VedaSvah: Yajur VedaOu ainda como sendo relacionados aos cinco pranas que fluem no corpo humano:Bhur: Prana (região peitoral)Bhuva: Apana (região sacra)Svah: Vyana (permeando o corpo todo)Essa abordagem é bem fundamentada nas disciplinas Tântricas do Hatha-Yoga e do Kriya Yoga.É outra abordagem que requer uma explicação mais detalhada, mas infelizmente não é possível nesse momento, visto que todo o conhecimento de bioenergia fundamentada no Kundalini Yoga, Laya Yoga, enfim, no Tantra teria que ser explicado.As outras 4 Vyahrits são: Mahaha, Janah, Tapah, Satyam.


TAT: Lit. Aquele, aquela (aqui refere-se à Savitri). Lê-se "Tat" (com t mudo).


SAVITUR: De Savitri, o esplendor do Sol, o brilho solar, os raios solares, a força solar. Em muitos casos Savitri é associado ao deus do Sol (Surya). Ela seria a shakti (poder) de Surya.De forma esotérica representa o Criador, Sustentador, o todo penetrante.


VARENYAM: Desejável, excelente, o melhor entre


BHARGO: efulgência, esplendor, luminosidade (que destrói os pecados), brilho, glória. DEVASYA: Divino, relativo à divindade. Lê-se "devássia".


DHEEMAH: Meditar sobre; relativo à meditação. Lê-se "dimarri".


DHIYO: pensamentos elevados ou nobres, intuição profunda, iluminar (revelar a Realidade Última). Lê-se com o i duplo, "diio".YO: o que, o qual.


NAH: nosso, de nós, unir, junto, nó. Lê-se "narrá", com o "á" curto, como em água.


PRACHODAYAT: de prach (pedir, demandar) + codate[chodayate] (animar, inspirar, colocar em movimento), portanto a tradução seria algo como possa inspirar, possa animar. Lê-se "prachodaiáte" .


Uma tradução aproximada do mantra seria "Eu Saúdo aquele Ser, possuidor da efulgência divina e que é a causa e sustentação de todos os planos da existência.Que minha mente esteja sempre fixa e absorvida Nele e que Ele possa iluminar, purificar e inspirar meu intelecto." O Mantra está todo relacionado ao aspecto iluminador e todo abrangente de Brahman.Em verdade, o mantra nos mostra a natureza essencial de toda a existência.Gayatri é uma das formas da Shakti de Brahma, de Vishnu e Shiva.Ela representa a base, o substrato de toda a existência. Ela é a "expansão" do OM ou a energia que o movimenta. Num estudo mais aprofundado o mantra se revela como sendo a representação do Sol Espiritual ou a Luz da Consciência.Sem essa Luz, o próprio Brahma (criador na trindade hindu) perderia seu sentido de ser. Sem essa Luz não haveria o que ser sustentado ou preservado.Ela seria a ponte ou a ligação inquebrantável de Brahman com tudo. Seria a Presença invisível e subjacente a tudo. O Mantra foi ensinado ao avatar Rama por Vishwamitra durante a batalha contra o demônio Ravana, onde todas as possibilidades de vitória de Rama diminuíram consideravelmente.Com o uso do mantra Rama teve o controle de todas as armas divinas e assim conseguiu derrotar o demônio.Assim, o mantra tem sua aplicação no sentido de manifestação, de realizar o potencial de "vir a ser".É energia pura.Segundo os Vedas, "O Gayatri protege quem o recita".Ele deve ser cantado todos os dias, de preferência de Manhã, de Tarde e de Noite.Ele pode ser dividido em três partes para maior entendimento.A primeira parte é de louvor, a segunda de meditação e a terceira de prece.Primeiro saudamos a Realidade Suprema, depois fixamos a mente e coração Nela e por último apelamos para a purificação e iluminação.
O mantra é também atribuído às deusas Gayatri, Savitri e Saraswati, onde Saraswati representa a perfeita expressão, a harmonia e unidade; Gayatri governa os sentidos e Savitri governa as energias vitais.Há muito mais para se falar sobre esse mantra. Daria um livro se fossemos comentar todos os ensinamentos contidos nele. Afinal, ele é a essência dos Vedas.

Cabelos mais saudáveis



Nosso cabelo está constantemente caindo e sendo reposto. Entretanto, quando lavamos a cabeça ou penteamos e percebemos uma maior quantidade maior de cabelos na escova ou nas mãos, é porque pode estar caindo acima do normal. Hoje, com as pesquisas sobre plantas medicinais, o Ayurveda oferece uma série de tratamentos para deixar o cabelo mais forte e saudável. Uma má alimentação que gere carências vitamínicas e de minerais é a primeira causa da queda de cabelo. Em segundo lugar, há o estresse, o sedentarismo e o acúmulo de tensões na musculatura das costas e da cabeça, o que prejudica a circulação no couro cabeludo.Danilo Maciel Carneiro, médico homeopata e estudioso do Ayurveda, explica que, segundo o Ayurveda, os cabelos são uma excreção do tecido ósseo, asthi dhatu. “Os cabelos são naturalmente produzidos pelos ossos e, assim como os ossos, precisam de nutrição adequada, especialmente de minerais e vitaminas”, afirma ele. Dessa forma, para ter fios fortes é necessário ter uma alimentação saudável e rica em nutrientes.Quando ocorre um desequilíbrio em vata, os cabelos se tornam ressecados, quebradiços, escassos e desvitalizados. Segundo Dr. Danilo, o melhor a fazer neste caso é aplicar óleo de gergelim medicado com flores de hibiscus rosasinenais e folhas de babosa, além de equilibrar vata com ervas e massagens.“Já a agravação de pitta provoca inflamações e sensação de ardor no couro cabeludo, ocasionando a queda de cabelo”, aponta ele. O tratamento é a aplicação de óleo de coco medicado com neem indiano e uso de xampu de neem. Por fim, o desequilíbrio de kapha deixa os cabelos bastante oleosos e provoca o aparecimento da seborréia. “Nesta situação, o tratamento deve incluir banho com suco de flores de hibiscus e chá de flores de camomila. O cuidado com a higiene também é essencial e evita a queda dos fios”, ressalta o médico.Problema mundialO comum é que 100 fios caiam todos os dias, já a anormalidade está presente quando uma pessoa perde mais de 150 fios em 24 horas. Segundo o tricologista e presidente da Associação Brasileira de Tricologia Dr. Luciano Barsanti, um terço da população mundial, cerca de dois bilhões de pessoas sofrem de calvície. O número de homens calvos é maior do que o das mulheres, mas a situação está mudando. “Há oito anos, atendia uma mulher para cada dez homens com problemas de queda. Hoje atendo quatro mulheres para cada dez homens. Portanto, ao longo de oito anos o número de mulheres com queda capilar quadruplicou”, exemplifica ele, que também é autor do livro Dr. Cabelo (Editora Elevação).A causa principal da queda é genética, mas para Barsanti outras causas se mostram presentes: “Estresse, angústia, ansiedade e a terceira jornada de trabalho da mulher, já que ela é mãe, esposa e profissional, contribuem para maiores perdas de cabelos.” Além disso, alterações hormonais e variações da glândula tireóide estão dentre os mais frequentes fatores que desencadeiam a queda anormal. De acordo com Ademir Júnior, médico tricologista e membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética, a prática de exercício físico de forma excessiva provoca a queda capilar. “Atividade física sem limite ou de forma exagerada, como treinos de quatro a cinco horas por dia, provocam alterações no equilíbrio hormonal, produzindo mais testosterona e cortisol, o que aumenta a queda”, diz ele. Pessoas que não se alimentam direito ou não repõem seus nutrientes de forma correta após uma atividade física desgastante podem desencadear queda de cabelo por estresse físico. Reservar algumas horas para o lazer, manter uma rede social e fazer a higiene do couro cabeludo também são muito importantes para ficar longe da queda de cabelo. “Mesmo assim, se perceber que os fios estão caindo em excesso, deve-se procurar um médico o quanto antes, pois quanto mais cedo é dado o diagnóstico, mais rápida é a solução do problema”, ressalta o tricologista. Avanços no tratamentoPara cada caso de queda de cabelo há um tratamento específico, indo desde medicamentos por via oral até remédios naturais aplicados no couro cabeludo. Dr. Luciano Barsanti afirma que os avanços tecnológicos na área tornaram os tratamentos mais eficazes: “Há, por exemplo, o scanner do couro cabeludo que aumenta até 8 mil vezes o fio de cabelo. Temos também o microscópio eletrônico e o laser, que ajuda na multiplicação das células do bulbo, produzindo mais fios.”Há também os fitoterápicos, substâncias orgânicas oriundas de plantas, que atuam na raiz do cabelo, deixando-a mais forte. O procedimento não é invasivo, já que o medicamento, em forma de líquido, é aplicado no couro cabeludo sem nenhuma agressão à raiz capilar. “O couro cabeludo pode ser estimulado ainda por uma corrente galvânica. São pequenos choques que provocam o nascimento dos fios”, explica Barsanti.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Para iniciar bem o seu dia ...


Se você é uma daquelas pessoas que, ao acordar, demoram a sair da cama e depois que levantam levam algum tempo para entrar no ritmo, talvez esteja faltando energia para começar bem o dia. Às vezes, a causa está em uma noite maldormida, outras vezes pode ser cansaço ou preocupação. Alguns rituais podem ajudar o corpo e a mente a despertarem com mais disposição, como certas posturas de Yoga, pranayamas (exercícios respiratórios) e rotinas ayurvédicas.A professora de Yoga Maria Laura Packer, da Casa de Yoga Shanti OM, de Joinville (SC), explica que acordar bem é tão importante quanto dormir bem. “Quando acordamos, o organismo necessita eliminar as toxinas que durante a noite ficaram retidas por falta de mobilidade física. O período da manhã é quando os órgãos de eliminação do corpo (intestino, rins, bexiga, fígado, pulmões e pele) necessitam ser estimulados para que a eliminação das toxinas ocorram.” Segundo ela, as dores do corpo que sentimos logo cedo, quando acordamos, devem-se, em grande parte, ao acúmulo de toxinas que estão retidas, por isso é necessário fazer alguns exercícios para preparar-se para um novo dia. Como a maioria das pessoas não tem tempo, vamos ensinar algumas rotinas para fazer entre 30 a 40 minutos. Levantar um pouco mais cedo não sacrificará seu sono, pois depois desse ritual, você estará muito mais bem-disposto.MeditaçãoO professor de Yoga Edi Lisboa, do Rio de Janeiro (RJ), tem seu ritual próprio ao levantar da cama. “Pela manhã, normalmente antes de iniciar a prática, tenho por costume tomar um banho frio, para ficar desperto. Depois, faço alguns exercícios respiratórios e, na sequência, medito por 40 minutos, com um mantra.” Edi recomenda uma meditação chamada japa (repetição de um mantra), com um número determinado de repetições. Para iniciantes, o ideal é começar com 27, e progressivamente ir aumentando (somando-se + 27), até alcançar 108 repetições. Você pode usar o cordão de 108 contas chamado japamala para controlar a contagem. Isso pode ser feito, por exemplo, com o mantra Om, que é de fácil verbalização e não vai demandar muito tempo para sua execução. “A opção por este mantra é porque ele nos conecta com a nossa natureza essencial, ou seja, aquilo que tanto buscamos: paz, conforto, tranquilidade. Feito pela manhã, nos dá disposição e bem-estar para o dia”, ensina. A repetição em si já pode ser considerada uma forma de meditação. Ao final da recitação (em ritmo pausado), pode-se ainda observar, por um minuto, os efeitos sobre as emoções, o fluxo dos pensamentos e a concentração natural que ocorre após a recitação. AyurvedaErick Schultz, diretor do Instituto Naradeva Shala e vice-presidente da Associação Brasileira de Ayurveda, comenta que devemos antes prestar atenção à qualidade do sono para levantar bem-disposto. “O acordar bem começa com um sono adequado, que depende de muitos fatores, como alimentação, meditação, banho”, explica. A nossa rotina diária consciente no Ayurveda chama-se dinacharya. Além das práticas de Yoga, pranayama e meditação, o terapeuta recomenda um ritual de devoção, que pode ser uma prece ou um mantra — dependendo da sua religião — e fazer uma automassagem antes de dormir e ao acordar.O Ayurveda prega que a primeira coisa que ingerir pela manhã influenciará o seu humor durante o dia todo. Com isso em mente, beba um copo de água morna com um pouco de suco de limão espremido. A água morna serve para estimular o trato gastrointestinal e a peristalse (ondas de contrações do músculo nas paredes intestinais que movem seu conteúdo para a frente). Essas frutas também são ricas em minerais e vitaminas que ajudarão a eliminar ama (toxinas) do trato digestivo.


Segue uma prática de Yoga, simples e curta, porém eficaz para ser realizada logo cedo ao acordar.


Bhastrika Pranayama (respiração do fole) Sente-se em uma postura confortável, com a coluna ereta. Dilate o abdome inspirando lentamente e contraia o abdome expirando. Repita este ciclo vagarosamente por dez vezes, até que possa coordenar o movimento do abdome com a respiração, que deve ser para fora na inspiração e para dentro na expiração. Após entrar nesse ritmo, passe a respirar de forma mais vigorosa e rápida, mas mantendo a profundidade e o ritmo. O ar entra ativo e sai ativo, gerando calor, oxigenando as células, estimulando o fogo digestivo e melhorando a disposição do corpo para a eliminação das toxinas. (Faça três ciclos de 27 respirações cada.)


Surya Namaskar (Saudação ao sol) Esta série tem o poder de fortalecer as funções metabólicas por uma série de estímulos em todos os sistemas orgânicos. Gera vitalidade física e mental, mobiliza a circulação e elimina as tensões musculares e nervosas. Faça três ciclos.


Halasana (postura do arado)Deite-se de costas no mat. Estenda os braços ao longo do corpo. Expire e jogue as pernas para trás. Tente manter o tronco perpendicular ao solo. Estenda bem as pernas e coloque os dedos dos pés no chão, ficando dobrado para trás. Tente levar seu quadril mais para cima. Se quiser, pode colocar as mãos no chão. Mantenha a postura por algumas respirações.


Paschimottanasana (postura da pinça)Sente-se com os ísquios bem apoiados no chão e as pernas estendidas à frente. Ajeite-se até ficar bem encaixada na posição, com a coluna ereta. Flexione o quadril à frente, tentando alcançar os pés com as mãos. Leve a lombar em direção às coxas e não apenas o peito. Tente encostar a cabeça nos joelhos. Mantenha a postura por algumas respirações.Benefícios das posturas: o rolamento da coluna é altamente favorável para tonificar o sistema nervoso central, eliminar tensões localizadas nas costas, mobilizar a flexibilidade da coluna e gerar disposição em todo o corpo.



Matéria retirada da PYJ. Edição 29

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Kapalasana


A postura, cujo crânio toca o solo, é um treino de humildade, de diminuição da arrogância intelectual. O altivo crânio toca o mundano chão. Isso o põe numa dimensão mais humana e temporal, o que leva (a meu ver) a reflexão sobre a duração da existência, por isso é comum também o medo nessa postura. Ser humilde e mortal provoca medo e é um bom trabalho buscar o equilíbrio para ambos, a kapalasana pode ser uma opção para esse trabalho. Importante:Segundo Desikachar, é essencial que o yoga seja adaptado a cada um, viniyoga (yoga sUtra III.6). Para isso é importante, que para essa postura, que lida com aflições primordiais como medo da morte, abhinivesha [abhinivesha] (yoga sUtra II.9), seja respeitado não só a preparação física de fortalecimento de músculos, mas também a preparação psicológica para alcançar tal postura.

Variações:Iyengar chama essa postura de shalambashirshasana II [sAlamba shIrSAsana] – a postura do suporte sobre a cabeça e faz parte de um ciclo de posturas com o apoio sobre a cabeça, com inúmeras variações. Costumamos treinar primeiramente com a postura chamada de delfim onde a posição da cabeça e das mãos são as mesmas dessa versão, mas não se retira o pés do solo. Apenas, se caminha em direção a cabeça, se retifica a coluna e assim se permanece. Depois se pode treinar próximo a parede para ganhar confiança, que na hora do equilíbrio serve de apoio. Há também a versão da kapalasana, cujo joelhos se apóiam sobre os braços, quando essa está dominada, completa-se a postura elevando as pernas.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Postura do Gato


Uma postura simples, de fácil execução, recomendada a pessoas de todas as idades, com contra-indicação apenas para quem tem problemas na lombar e nos joelhos. O Marjaryasana é a Postura do Gato e serve como ponto de partida para outros asanas e variações de equilíbrio.Essa postura clássica requer alguns cuidados, como afirma o professor de Yoga Julio Fernandes. “O encaixe do quadril deve ser perfeito com o recolhimento abdominal para a lombar não ficar vulnerável, e a coluna sempre precisa se manter na linha horizontal”. Para o alinhamento ficar correto, Julio diz que “cobertores, almofadas e até mesmo cadeiras acolchoadas ajudam a posicionar o abdômen e manter a coluna adequada”.O tempo recomendado para a execução do asana é de um a dois minutos, mas variações podem ser feitas. “A respiração é livre, ou seja, pode ser baixa, média, alta ou completa. Como essa postura é básica, a elevação alternada de braços e pernas também pode ser acrescentada para proporcionar mais equilíbrio e relaxar a coluna”, afirmou Julio.Alguns grupos musculares são fortalecidos com a Postura do Gato. “Braços, bíceps, tríceps, deltóides e trapézio têm boa resposta quando você consegue distribuir seu peso para a palma da mão e para os dedos. A consciência faz com que você não sobrecarregue o seu punho e trabalhe os grupos musculares. Essa é a biomecânica do asana”, explicou Julio.Além de aliviar cólicas menstruais, esse exercício é recomendado às gestantes, às pessoas da terceira idade e pacientes em pós-cirúrgico que perderam massa muscular. “É indicado para todas as idades, ótimo para toda a região pélvica, pois alivia os gases intestinais. Para quem é totalmente leigo, basta respirar profundamente e devagar, pois junto com as variantes todos os órgãos internos serão massageados. Para quem perdeu massa muscular com cirurgias, esse é um meio de resposta. Essa prática também é muito interessante para os corredores e nadadores, devido ao fortalecimento na coluna e nos braços”, completou Julio.

Marjaryasana (Postura do Gato) Comece com suas mãos e joelhos na posição de “mesa”. Tenha certeza que seus joelhos estão na linha dos quadris e seus pulsos, cotovelos e ombros perpendiculares ao chão. Centralize sua cabeça em uma posição neutra, com os olhos voltados para o chão. Quando expirar, levante sua coluna em direção ao teto, mas mantenha os ombros e os joelhos na posição inicial. Solte sua cabeça em direção ao chão, mas não force o queixo no peito. Inspire, retorne à posição inicial de “mesa” sobre suas mãos e joelhos.

Dicas da postura Manter os braços em posição vertical, olhando para baixo, é importante. O rosto deve permanecer na linha das mãos e o peso do corpo fica igualmente distribuído entre a palma e os dedos das mãos para não sobrecarregar os punhos. Soltar a cintura, girar os calcanhares e contrair o abdômen são variações comuns dessa postura. Ao inspirar, afunde a coluna e olhe para o teto. Ao expirar, volte a coluna ao alinhamento e encoste o queixo no peito. Para fazer a postura, imagine-se como um gato. Apóie as mãos abertas no chão, os joelhos e os pés e tente sincronizar a respiração com os movimentos.-->


PYJ # 20/10/08

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Como Ganesha obteve sua cabeça de elefante?


A mais conhecida história é provavelmente aquela encontrada no Shiva Purana. Uma vez, quando sua mãe Parvati queria tomar banho, não havia guardas na área para protegê-la de alguém que poderia entrar na sala. Então ela criou um ídolo na forma de um garoto, esse ídolo foi feito da pasta que Parvati havia preparado para lavar seu corpo. A deusa infundiu vida no boneco, então Ganesha nasceu. Parvati ordenou a Ganesha que não permitisse que ninguém entrasse na casa e Ganesha obedientemente seguiu as ordens de sua mãe. Dali a pouco Shiva retornou da floresta e tentou entrar na casa, Ganesha parou o Deus. Shiva se enfureceu com esse garotinho estranho que tentava desafiá-lo. Ele disse a Ganesha que ele era o esposo de Parvati e disse que Ganesha poderia deixá-lo entrar. Mas Ganesha não obedecia a ninguém que não fosse sua querida mãe. Shiva perdeu a paciência e teve uma feroz batalha com Ganesha. No fim, ele decepou a cabeça de Ganesha com seu Trishula (tridente). Quando Parvati saiu e viu o corpo sem vida de seu filho, ela ficou triste e com muita raiva. Ela ordenou que Shiva devolvesse a vida de Ganesha imediatamente. Mas, infortunadamente, o Trishula de Shiva foi tão poderoso que jogou a cabeça de Ganesha muito longe. Todas as tentativas de encontrar a cabeça foram em vão. Como último recurso, Shiva foi pedir ajuda para Brahma que sugeriu que ele substituísse a cabeça de Ganesha com o primeiro ser vivo que aparecesse em seu caminho com sua cabeça na direção norte. Shiva então mandou seu exército celestial (Gana) para encontrar e tomar a cabeça de qualquer criatura que encontrarem dormindo com a cabeça na direção norte. Eles encontraram um elefante moribundo que dormia desta maneira e após sua morte, tomaram sua cabeça, e colocaram a cabeça do elefante no corpo de Ganesha trazendo-o de volta à vida. Dali em diante ele é chamado de Ganapathi, ou o chefe do exército celestial, que deve ser adorado antes de iniciar qualquer atividade.

O Rato - veículo de Ganesha


De acordo com uma interpretação, o divino veículo de Ganesha, o rato ou mushika representa sabedoria, talento e inteligência. Ele simboliza investigação diminuta de um assunto difícil. Um rato vive uma vida clandestina nos esgotos. Então ele é também um símbolo da ignorância que é dominante nas trevas e que teme a luz do conhecimento. Como veículo do Senhor Ganesha, o rato nos ensina a estar sempre alerta e iluminar nosso eu interior com a luz do conhecimento.
Ambos Ganesha e Mushika amam modaka, um doce que é tradicionalmente oferecido para os dois durante cerimônias de adoração. O Mushika é normalmente representado como sendo muito pequeno em relação a Ganesha, em contraste para as representações dos veículos das outras divindades. Porém, já foi tradicional na arte Maharashtriana representar Mushika como um rato muito grande, e Ganesha estando montado nele como se fosse um cavalo.
Outra interpretação diz que o rato (Mushika ou Akhu) representa o ego, a mente com todos os seus desejos, e o orgulho da individualidade. Ganesha, guiando sobre o rato, se torna o mestre (e não o escravo) dessas tendências, indicando o poder que o intelecto e as faculdades discriminatórias têm sobre a mente. O rato (extremamente voraz por natureza) é habitualmente representado próximo a uma bandeja de doces com seus olhos virados em direção de Ganesha, enquanto ele segura um punhado de comida entre suas patas, como se esperando uma ordem de Ganesha. Isto representa a mente que foi completamente subordinada à faculdade superior do intelecto, a mente sob estrita supervisão, que olha fixamente para Ganesha e não se aproxima da comida sem sua permissão.