terça-feira, 24 de junho de 2008

O que é Yoga?

A palavra Yoga vem da raiz sânscrita “Yuj”, a qual significa juntar; unir. No seu sentido espiritual, trata-se de um processo pelo qual realiza-se a identidade do Jivatma e Paramatma, pelos Yogins. A alma humana é levada para dentro da comunhão consciente com Deus. Yoga é o refreamento da modificações mentais; é a inibição das funções da mente, o qual conduz a realização do espírito na sua verdadeira natureza. Yoga é a inibição da mente pelo Abhyasa e pelo Vairagya” (Yoga Sutras de Patañjali).

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Melhore a flexibilidade...

Há muito tempo você tenta alcançar as mãos nos pés, mas não há meio de conseguir. As pernas também não abrem o suficiente e você sente que a virilha está travada. Essa falta de flexibilidade é perfeitamente comum entre os praticantes de Yoga. Mas existe um motivo para você não conseguir realizar os asanas e algumas técnicas que podem ajudar a melhorar a sua flexibilidade nas nas posturas, aproveitando os benefícios da prática.
O praticante também deve ficar atento às emoções e à mente para conseguir se soltar. A falta de flexibilidade física pode ser sinal de algum bloqueio emocional. O corpo físico é uma seqüência do corpo sutil; o ser humano somatiza tudo. Para melhorar o físico, é preciso trabalhar o sutil. Cada dificuldade está ligada a alguns problemas internos. É lógico que existe a questão genética, mas acredito que a maioria dos problemas está ligada ao emocional. Alguém que tem problema com asanas de torção, por exemplo, é uma pessoa que não consegue olhar as coisas por outro ângulo. Ou quem tem dificuldade para dobrar o corpo para frente, talvez seja uma pessoa com problemas de humildade.
Para trabalhar o corpo interno, fique atento à concentração e aos pensamentos para descobrir o que está bloqueando sua prática. Insista no asana bloqueado, prestando atenção à musculatura problemática, que a resposta vem.
O Yoga, especialmente a meditação, ajuda a pessoa a se conhecer profundamente e a descobrir o que emperra a prática e a vida. Portanto, pratique sempre. Só assim há melhora de flexibilidade: física e emocional.
(PY#06/08)

terça-feira, 17 de junho de 2008

Dicas para viver melhor...

1. Todos nós ao nascer, ganhamos um espelho. Este espelho é, então, colado no nosso peito. E assim vivemos toda a nossa vida, refletindo o outro e vendo no (espelho do) outro o nosso reflexo. Hermann Hesse disse : “ Se você odeia uma pessoa, odeia algo nela que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos incomoda.”Viver considerando isto, vai desenvolvendo nossa compaixão, nossa tolerância, nossa empatia e nossa solidariedade para com as nossas fraquezas e dificuldades e as dos outros.
2. Cem por cento do que somos e vivemos (inclusive o que supomos ser acidentes) é fruto de nossas escolhas e opções. Conscientes ou inconscientes. Desta ou de outras vidas. Viver consciente disto desenvolve nosso discernimento e nossa responsabilidade para com a vida, com as pessoas e com nossas atitudes.
3. Livre-se da culpa. A única função da culpa é manter sua auto-estima baixa (por isso algumas religiões fomentam a idéia da culpa para assim manter poder). Transmute a culpa por responsabilidade. Ninguém é culpado de absolutamente nada, mas todos são completamente responsáveis por tudo. Viver assim te torna mais atento e cuidadoso para com toda a existência.
4. Desenvolva a aceitação. Sempre que entramos em contato com alguma dificuldade ou fraqueza nossa, através de alguém ou de alguma circunstância, normalmente o primeiro impulso da mente/ego é: ou nos defendemos, negando e resistindo a entrar em contato (muitas vezes entrando na irritação e na revolta, geralmente imputando a culpa a alguém ou a alguma coisa), ou entramos na condição de vítimas, mergulhando na baixa auto-estima. Aceite sua natureza humana como ela é e aceite também a sua sombra. Entenda que você está aqui na Terra para aprender e expandir sua existência. Um Mestre hindu falou: “Errar, ter defeitos, falhas, fraquezas, é seu direito. Trabalhar para transmutar isso tudo é seu dever”.
5. Adote a pergunta : “O que é que eu tenho que aprender com isso?”. Todas as coisas que nos acontecem, vem para nos ensinar. A vida está sempre fazendo suas arrumações para que possamos aprender e evoluir. Por isso alguém já disse: “cuidado com o que você deseja pois pode acontecer!”. Nós costumamos achar que quando pedimos à Deus alguma virtude, Ele vai milagrosamente introduzir esta virtude em nossa mente e de repente ficamos pacientes, ou disciplinados, ou tolerantes. Provavelmente o que a vida fará é te proporcionar situações que vão te fazer desenvolver aquela virtude. Se você pediu paciência, provavelmente vai atrair pessoas que vão te fazer perdê-la, e aí é que estará o seu aprendizado. Então, sempre que as pessoas ou as circunstâncias te trouxerem desconfortos ou incômodos, ao invés de se revoltar, se ofender ou se entristecer, ou ainda, achar que a culpa é do outro, pergunte à Vida o que esta situação está te obrigando a trabalhar, que virtudes e qualidades você está tendo que desenvolver para lidar com isso de forma harmônica e equilibrada.Este procedimento com certeza vai aumentar enormemente a qualidade de nossa consciência e a conseqüente percepção dos movimentos da vida e do seu sentido.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Recado para turminha de sexta feira:

Vocês estão melhorando muito... já sabem várias posturas (ásanas) e aos poucos estão evoluindo bastante! Espero que vocês saibam usar o Yoga no dia-a-dia. Lembrem-se do AHIMSA!!!!!
Bjs
Namaste!

Yoga é a parada das ondas mentais

योग चित्त व्रत्ति निरोदः
(Yoga Sutra de Patanjali)

Shantala

“para um bebê, ser massageado é como alimento – alimento tão necessário como os minerais, as vitaminas e as proteínas.” Frederick Leboyer (1985)
Shantala é uma tradição milenar originalmente da Índia, local em que as mães praticam essa massagem cotidianamente e passam de mãe para filha, quando gestante.
Dr. Frederick Leboyer, um obstetra francês, observou nesse país uma mãe paralítica, chamada Shantala, numa associação de caridade de uma favela em Calcutá, que mesmo com suas dificuldades, massageava o seu bebê. O médico pediu, então, para fotografá-la e por dias a acompanhou, tentando observar como aquela mãe transmitia tanto amor através dos movimentos.
“O horror das ruas sórdidas que percorrera, dos pardieiros avistados, havia sumido por completo. Eu estava cego de tanta beleza e amor. Na verdade, o sol, numa explosão, fizera voar tudo em esplendor e iluminava a alegria por toda parte” (LEBOYER, 1995).
Laboyer batizou o ritual com o nome da mãe, Shantala, escreveu um livro publicado com fotos desses momentos especiais vivenciados e trouxe para o Ocidente.
A massagem Shantala implica uma seqüência de toques efetuados com carinho, com seqüência e técnica específica em movimentos lentos e harmoniosos, suaves compressões e alongamentos passivos por todo o corpo do bebê. Mas pode e deve ser definida como um ritual, uma intensa e sentida transferência de amor transmitida de mãe ou pai parafilho.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Às minhas alunas....

Quero lembrá-las de que a prática diária é muito importante.
Qualquer dúvida, vocês podem me mandar um e-mail ou deixar registrada aqui, que eu responderei o mais rápido possível... (é só clicar em "comentários" e escrever a mensagem.)
Continuem iluminadas pela luz do yoga!
Namaste!!!